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Por: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

 

A situação da economia brasileira pode influenciar e muito o destino das eleições presidenciais deste ano. Pelo menos nas propostas de governo dos candidatos, essa deve ser a parte mais ampla, com maior possibilidade de discussão e debate com os eleitores e a sociedade em geral.

Os candidatos não terão como escapar dessa imposição. Pelo menos aquelas candidaturas já postas até agora terão a obrigação de dominar os assuntos relativos à economia nacional, até mesmo porque eles – Dilma, Aécio e Eduardo Campos – têm em comum o fato de serem economistas. Vale ressaltar que, caso Aécio não fosse o candidato do PSDB e sim José Serra, este também é economista.

Nesse sentido, eles terão de explicar aos eleitores que PIB – Produto Interno Bruto é tudo o que um país produz de bens e serviços em um determinado período de tempo, geralmente um ano. Trata-se, numa linguagem mais simples, da soma de todas as riquezas produzidas por um país, incluindo-se os gastos do governo, adicionando-se o valor das exportações e subtraindo-se o valor das importações.

Sem querer plagiar o ex-primeiro ministro inglês Winston Churchill, quando ele afirmou que “a democracia é a pior forma de governo, mas não existe outra forma de governo melhor”, entendo que o PIB possa até mesmo ser uma das piores formas de se analisar a economia, mas também questiono se existe outra forma de melhor analisá-la.

Já se tentou antes criar e estabelecer várias fórmulas, até mesmo um tal de “índice de felicidade das nações”, mas entendo que ainda nenhuma delas consegue mensurar melhor uma economia do que os números do seu PIB.

É exatamente através do PIB que se pode comparar os países, os estados e até mesmo os municípios e, através de sua evolução, estudar o desempenho das diversas economias e as suas reais dimensões. Também é através da relação dela com a população que se classificam os países como desenvolvidos, emergentes e em desenvolvimento.

Neste ano, de acordo com o FMI-Fundo Monetário Internacional, o PIB mundial deverá contabilizar o valor de US$ 73,454 trilhões, o que corresponderá a uma variação de 2,9% em relação ao ano de 2012. Estados Unidos, considerado um país desenvolvido, lidera a produção mundial, com estimativas de alcançar um PIB de US$ 16,724 trilhões em 2013, o que equivale a 22,8% do total mundial. A seguir, vem a China, um país emergente, com US$ 8,939 trilhões, representando 12,2% do total mundial.

 

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Estimo que a economia brasileira deverá registrar neste ano uma expansão próxima de 2,3% em relação a 2012, podendo o nosso PIB totalizar US$ 2,198 trilhões (3,0% do total mundial), o que garantirá ao Brasil o 7º lugar entre as maiores economias do mundo.

No início do mês de dezembro, o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que houve uma retração de 0,5% do PIB brasileiro no terceiro trimestre deste ano, o que representa um dos mais fracos desempenhos entre as principais economias globalizadas e também o pior resultado dos últimos quatro anos. No entanto, há uma boa notícia: esse mau desempenho, de acordo com o IBGE, não irá se repetir nos próximos meses.

Para 2014, o FMI estima que a economia brasileira registrará expansão de 2,3%, o que também coincide com o potencial de nosso crescimento. No entanto, boa parte dos analistas econômicos e o mercado financeiro já estimam um crescimento inferior a 2,0%. De outro lado, a economia mundial deverá contabilizar crescimento médio, no ano, de 3,7% e os Estados Unidos, que foram o epicentro da crise financeira de 2008, crescerão 2,8%.

Relativamente ao período de 2011 a 2014 – que é exatamente o mandato da presidente Dilma Rousseff, caso se confirmem os números apresentados anteriormente, o mundo terá crescido, no acumulado, 14,4%; Estados Unidos, 9,6%; os países emergentes, 22,6%; a América Latina e Caribe, 13,9%. Já a China atingirá um aumento de seu PIB acumulado de 36,2%. O pibão da China hoje dita o ritmo de crescimento da economia mundial.

 

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E o Brasil, como ficará nessa foto? Mal, muito mal mesmo! O resultado é medíocre e aponta para um pibinho registrando crescimento de apenas 9,0%, um dos menores do período, quando comparado a todos os demais países. Em termos reais, isto é, quando considerada a média mundial, o pibinho da presidente Dilma só não conseguirá ser pior que o do governo Collor.

Cabe destacar que, durante o governo JK, a economia brasileira cresceu 48% no acumulado dos seus cinco anos de mandato, o que correspondia a mais do que o dobro da média mundial daquela época. Em termos reais, o desempenho do governo JK permanece ainda como um recorde de crescimento da economia brasileira e, do jeito que está o andar da carruagem, dificilmente será superado no curto ou médio prazos.

E a economia de Minas Gerais? O IBGE divulgou, também, no mês de novembro, os resultados das contas regionais relativas ao ano de 2011, que ainda são os últimos dados disponíveis das economias dos Estados e do Distrito Federal.

Minas Gerais já foi a segunda mais importante economia estadual e chegou a deter uma participação relativa superior a 10,0% (em 1996) do PIB nacional e a mínima de que se tem registro pertence ao ano de 2002, quando atingiu 8,7%. Atualmente, esta participação está em 9,3%. É verdade que nos anos mais recentes o estado tem experimentado aumentos na sua participação relativa do PIB nacional. Porém, cabe mencionar que essa melhoria nos níveis de participação relativa se deve muito mais à valorização das commodities minerais e agrícolas – das quais é grande produtor – do que pelo lado da expansão de sua própria produção.

De acordo com o IBGE, no acumulado do período de 1996 a 2011 o PIB real de Minas Gerais registrou expansão acumulada de 57,9%, contra uma média brasileira de 59,1% e, portanto, contabilizando um declínio de 1,2%. Já no período de 2003 a 2011, a economia mineira apresentou um crescimento acumulado de 35,6% – inferior à média brasileira de 38,1% – o que corresponde ao 5º pior desempenho entre todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal. Tais números corroboram o declínio da economia mineira e entendo que esse desempenho não pode ser considerado responsabilidade deste ou daquele governo, porque se trata de um processo histórico e que precisa ser revertido, sob pena de ampliar-se ainda mais, dadas algumas características especiais que penalizam a nossa economia.

Fica uma lição quanto a esses números: a de que o Brasil desaprendeu como se faz crescimento econômico vigoroso, contínuo e sustentado. O País está aprisionado nesta armadilha do baixo crescimento, o que nos impede a busca pelo desenvolvimento.

O Brasil precisa, o quanto antes, reconciliar-se com o crescimento econômico vigoroso e contínuo. Assim como existe o “Sistema de Metas de Inflação”, a minha sugestão é que se estabeleça também o “Sistema de Metas para o Crescimento Econômico Vigoroso”, atualizando e modernizando os conceitos que nortearam o Plano de Metas do presidente JK.

 

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