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Por: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

 

Bem-vindos ao XXIV CONEF – Congresso Nacional de Executivos de Finanças do IBEF – Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças.

Saúdo todos os colegas da diretoria do IBEF Nacional, os diretores de nossas seccionais e os vários associados que nos prestigiam nesta oportunidade com as suas honrosas presenças e espero que este evento possa contribuir efetivamente para o bom exercício de nossas profissões e, principalmente, na antevisão dos caminhos que a economia brasileira e internacional poderão trilhar nos anos vindouros.

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, fundado em 1971, é uma instituição sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública e mantém 11 seccionais em dez estados brasileiros: Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo (Capital e Campinas). O IBEF conta com cerca de 6.000 associados em todo o país. Cabe destacar, de outro lado, que de acordo com alguns levantamentos feitos as empresas das quais nossos associados fazem parte possuem faturamento equivalente a mais da metade do PIB-Produto Interno Bruto nacional, o que confere à nossa instituição uma relevância toda especial.

 

Conquistas

Nestes quase vinte anos desde a implantação do Plano Real, são várias as conquistas obtidas pela sociedade brasileira, cabendo destacar, entre elas, a estabilidade dos preços da sua economia, a queda das taxas de juros para patamares civilizados e o regime de câmbio flutuante. A Lei de Responsabilidade Fiscal e a reestruturação do sistema financeiro nacional através do PROER/PROES transformaram nossos agentes financeiros, atualmente, num dos mais estáveis e expressivos do mundo. O crédito bancário nacional, em termos de participação relativa no PIB, mais que dobrou durante os últimos dez anos e os financiamentos imobiliários podem ainda ser considerados incipientes quando comparados à maioria dos países desenvolvidos. A dívida interna brasileira, apesar de registrar algumas elevações nos últimos anos, encontra-se plenamente administrável e é bastante modesta, se comparada também com o nível de vários outros países.

Não podemos ignorar, de outro lado, a significativa expansão real dos salários dos trabalhadores e a melhoria da distribuição da renda nacional, com o ingresso de notável contingente de novos consumidores ao mercado.

Nossas reservas cambiais se situam entre as maiores e, de uma condição anterior de uma dívida externa considerada como quase eterna e impagável, passamos a ser credores do resto do mundo e, com isso, nossa moeda se fortaleceu, caminhando rumo à conversibilidade, que poderá ensejar ser plena em anos vindouros. Por força da valorização cambial da nossa moeda, a economia brasileira passou a figurar entre as seis maiores do mundo.

 

Risco Brasil

O Risco Brasil despencou e passamos à condição de “investment grade”. Os investimentos estrangeiros aqui bateram recordes históricos e o processo de globalização de nossa economia tornou-se irreversível, surgindo um conjunto novo de empresas multinacionais brasileiras que passaram a atuar como fortes players internacionais – valendo mencionar que algumas delas se transformaram em líderes de seus segmentos.

É relevante destacar que todo este arcabouço de resultados positivos – fruto da ação de vários governos, permitiu ao país blindar-se em relação à crise financeira internacional que já dura cinco anos e a qual se mostra como uma das mais persistentes de todos os tempos.

No entanto, há uma grave constatação, a de que esse modelo adotado vem sendo absolutamente incompatível com taxas de crescimento mais robustas do PIB-Produto Interno Bruto nacional.

 

Projeções do FMI

O FMI-Fundo Monetário Internacional divulgou na semana passada o documento intitulado World Economic Outlook, contendo a projeção do PIB mundial para 2013 e 2014. De acordo com o mesmo, de 2011 a 2014, a economia mundial terá crescido, no acumulado do período, 14,3%. A dos países emergentes registrará expansão de 22,4%. De outro lado, a América Latina e o Caribe contabilizarão, no mesmo período, crescimento de 14%. Já para o Brasil, lamentavelmente, o crescimento esperado é de apenas de 8,9% – o significa um resultado 38% inferior à média mundial.

Parece que o Brasil desaprendeu a crescer de forma vigorosa e contínua. O baixo ritmo de crescimento da economia brasileira não é uma característica apenas dos tempos atuais. Durante os últimos trinta anos, exceto em algumas raras circunstâncias, o país não conseguiu se reconciliar com taxas de expansão da economia mais expressivas e contínuas, a exemplo do ocorrido com os países emergentes e em desenvolvimento, particularmente com alguns do BRIC e, do qual, ele faz parte.

Na verdade, estamos reféns de uma equação econômica que se mostra incompatível com taxas de crescimento mais expressivas. Trata-se de uma armadilha que, já por longo tempo, nos impõe uma gama de restrições, como uma carga tributária de causar inveja à Coroa Portuguesa à época da Derrama. Some-se a isso uma burocracia que é enorme, há baixa produtividade, os investimentos infraestruturais são insuficientes, a legislação trabalhista é anacrônica e ultrapassada. São vários os gargalos e os entraves que elevam exponencialmente o custo Brasil e nos retiram boa parte de nossa competitividade.

 

A Armadilha Brasileira

É preciso desarmar essa perversa combinação de fatores que penaliza a produção e se confirma como impeditiva ao crescimento econômico vigoroso e, de outro lado, requer-se resgatar a imperiosa necessidade de se imaginar o amanhã e planejar o médio e longo prazos.

O crescimento vigoroso da nossa economia não pode ser uma coisa esporádica, efêmera, episódica, ocasional ou casuística. Torna-se imprescindível que esse crescimento incorpore novas variáveis, como aquelas de qualidade, de inovação tecnológica, de produtividade e de competitividade.

 

Brasil – País Desenvolvido

Enfim, urge ao Brasil buscar a sua transformação em país desenvolvido. Entendo que assim como vem funcionando o “Sistema de Metas de Inflação”, o Brasil deveria criar outro modelo similar, com a implantação de um “Sistema de Metas de Crescimento Econômico Vigoroso e Contínuo”. O crescimento econômico vigoroso e contínuo deve se transformar, efetivamente, na principal e na maior de todas as metas econômicas nacionais, permitindo a convolação do País em uma economia madura e desenvolvida. Já tivemos vários exemplos bem-sucedidos implementados no passado, como foi o caso do Plano de Metas durante o governo JK. Considero ser este o caminho certo, rumo ao futuro que pretendemos trilhar.

Se o Brasil quiser ser protagonista de uma nova relação mundial, o recado que precisa ser dado é muito simples: a nossa meta de crescimento econômico tem de superar a média internacional e ela precisa se alinhar, no mínimo, àquelas taxas contabilizadas pelos países emergentes.

Formulo os melhores votos no sentido de que este XXIV CONEF se constitua, mais uma vez, em um vetor de discussão da nossa carreira profissional e do nosso ambiente de trabalho. Espero que ele também seja um farejador do futuro, ajudando a inventar o novo e a fazer a História. Este é o seu papel, esta é a sua missão e propósito.

Desejando reencontrá-los novamente no próximo ano, em Belo Horizonte, envio ainda a todos vocês, em meu nome e de toda a diretoria do IBEF, as nossas manifestações para um bom aproveitamento deste encontro e de um excelente relacionamento com todos os seus participantes.

Viva o desenvolvimento!

 

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