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Por Marcos Silva Ramos

 

Na perspectiva da Administração, enquanto ciência aplicada, vivemos um momento singular no Brasil. Os três atores sociais – empresários, sociedade e governo – embora concordem com a necessidade de melhor gestão em seus ambientes, adotam medidas por vezes paliativas e pouco ortodoxas na busca de soluções.

Em passado recente o modelo dunlopiano concebeu uma estrutura tripartite objetivando a interação entre os três atores sociais coletivos. O sistema proposto, conhecido como fordismo, simbolizado pela “esteira rolante” e caricaturado no filme “Tempos Modernos” do impagável Charles Chaplin, concebeu e concretizou um círculo virtuoso, capaz de garantir o desenvolvimento econômico e social, representado pelo Welfare State, que permitiu a distribuição mais equitativa de renda e responsabilidades entre os atores sociais no processo de desenvolvimento capitalista, em muito impulsionado pela social democracia, que vigorou por trinta anos em países como os EUA, por exemplo.

Hoje, no Brasil, embora o contexto taylorista de produção não se aplique mais no âmbito das organizações e a sociedade não se contente mais em ser simplesmente consumidora “em massa”, gerando impostos para um governo que se colocou à margem do processo de desenvolvimento a partir do neoliberalismo, os reclames são os mesmos: desenvolvimento econômico e social, distribuição equitativa de renda e responsabilidade dos atores no processo de desenvolvimento da nação.

No equacionamento destas questões as organizações desenvolvem projetos, planos e programas específicos de obtenção de resultados, enquanto o governo mantém o assistencialismo através das diversas “bolsas” instituídas, como forma de “cumprir” seu papel social. E a sociedade assisti a tudo, perplexa!

Neste contexto evidencia-se a necessidade de melhor analisar os problemas e buscar alternativas de solução calcadas em técnicas consagradas, capazes de gerar o desenvolvimento, ou melhor, a sustentabilidade – e a isto denominamos gestão.

Assim, as respostas aos problemas contemporâneos passam, indiscutivelmente, pela Administração, ou melhor, pelos administradores, pois são eles, quando devidamente qualificados e registrados no órgão de classe, os profissionais formados, preparados e habilitados para as atividades de gestão.

Cabe então às organizações a conscientização sobre o reconhecimento das diversas profissões e suas contribuições no âmbito empresarial; à sociedade cobrar das organizações e do governo a presença de profissionais qualificados para tal no desenvolvimento das atividades de gestão, e ao governo a defesa das instituições, poisum país respeitado se faz através de instituições igualmente respeitadas.

Nesse sentido, o CRA-MG, em sintonia com o Conselho Federal de Administração – CFA, busca através de suas ações a consolidação da profissão diante do cenário brasileiro. Afinal, seja na gestão pública ou na iniciativa privada, administradores e tecnólogos em gestão tomam decisões importantes e elaboram soluções para questões que envolvem a sociedade em suas várias perspectivas.

Ao valorizar o Administrador, deixamos clara nossa defesa pela Administração profissional, forma incontestável de garantir o futuro das organizações e do próprio país. Somente esse profissional, que tem como base de atuação uma teoria fundamentada e carrega na bagagem técnicas e conhecimentos essenciais da área, é capaz de inovar com segurança e agir conscientemente em prol dos objetivos de um organismo, seja ele empresarial, social ou governamental.

Nestas três esferas presenciamos exemplos de excelência na atuação de Administradores devidamente habilitados para o exercício da profissão, os quais utilizam de seus conhecimentos na análise minuciosa da realidade das instituições e na proposta de ações, aplicando soluções de gestão adequadas para cada situação.

Isso tem se mostrado determinante para a conscientização da sociedade sobre a contribuição da profissão para o desenvolvimento do país.

Ter como base a ciência e as técnicas da Administração e estar registrado no órgão de classe indicam mais do que um profissional comprometido com seu desenvolvimento. Revelam a postura e a competência de especialistas sintonizados com as atuais exigências e demandas da sociedade.