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Decepcionante o resultado da economia brasileira em 2012: crescimento do pib foi de apenas 0,9%. Pib per capita nulo

 

 

 

O IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, no dia 1º de março último, os resultados da economia brasileira de 2012. Estimados um ano antes em cerca de 5% pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, o desempenho do PIB – Produto Interno Bruto brasileiro decepcionou mais uma vez. Considerado como uma esteira de academia de ginástica, quando se corre para ficar no mesmo lugar, assim é que se apresentou a economia, registrando uma expansão de apenas 0,9%. O PIB per capita ficou em 0,1% – resultado praticamente nulo.

O desempenho da economia brasileira em 2012 foi um dos piores e ficou muito aquém da média mundial de 3,2% estimada pelo FMI-Fundo Monetário Internacional. Até os países desenvolvidos cresceram acima do Brasil (1,3%) no mesmo período, assim como os Estados Unidos (2,3%) e a América Latina e Caribe (3,0%).

Durante os dois últimos anos, período correspondente ao mandato da presidente Dilma Rousseff, a economia brasileira cresceu, no acumulado, apenas 3,65% – percentual muito inferior ao registrado pelos Estados Unidos (4,14%), países da América Latina (7,64%) e emergentes/em desenvolvimento (11,7%). Em relação à média mundial, o PIB brasileiro cresceu apenas o equivalente à sua metade e, nesse sentido, coloca o Brasil numa posição desconfortável, correndo o risco do governo Dilma passar a história contabilizando um dos piores desempenhos econômicos do país.

A seguir apresentamos o relatório pormenorizado divulgado pelo IBGE.

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Em relação ao 3º trimestre de 2012, o PIB (Produto Interno Bruto) do 4º trimestre teve variação positiva de 0,6%, na série com ajuste sazonal. Entre as atividades econômicas, destacam-se os serviços, com crescimento de 1,1%. A indústria teve variação positiva de 0,4%, enquanto a agropecuária registrou queda (-5,2%).

Na comparação com o 4º trimestre de 2011, o PIB cresceu 1,4%, sendo que o valor adicionado a preços básicos cresceu 1,1% e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios 2,7%. Entre as atividades econômicas, destacam-se os serviços, com crescimento de 2,2%. A indústria permaneceu estável (0,1%) e a agropecuária teve queda (-7,5%).

No ano de 2012, em relação a 2011, a expansão foi de 0,9%, resultado do aumento de 0,8% do valor adicionado a preços básicos e do crescimento de 1,6% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O destaque positivo ficou com serviços (1,7%), enquanto a agropecuária (-2,3%) e a indústria (-0,8%) registraram queda. Assim, o PIB em valores correntes alcançou R$ 4,403 trilhões em 2012. O PIB per capita alcançou R$ 22.402, mantendo-se praticamente estável (0,1%) em relação a 2011.

 

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Em relação ao 3º tri de 2012, PIB variou 0,6%

 

Na comparação com o 3º trimestre do ano, os Serviços foram o destaque positivo do trimestre, com crescimento de 1,1%. A Indústria, por sua vez, apresentou variação positiva de 0,4%, enquanto na Agropecuária houve queda de 5,2%.

Nos Serviços, todas as atividades cresceram. Destaque para Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outros serviços (1,8%) e Serviços de informação (1,7%). Intermediação financeira e seguros apresentou expansão de 1,0%, seguida por Atividades imobiliárias e aluguel (0,4%), Administração, Saúde e Educação Pública (0,4%) e Comércio (0,3%).

 

O crescimento da Indústria foi puxado pela atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (1,8%) e pela Extrativa mineral (1,4%). Por outro lado, as demais atividades industriais apresentaram queda: Indústria de transformação (-0,5%) e Construção civil (-0,5%).

Pela ótica do gasto, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 1,2%, enquanto a Despesa de Consumo da Administração Pública se expandiu em 0,8%. Já o outro componente da demanda interna, a Formação Bruta de Capital Fixo, apresentou crescimento de 0,5% após ter registrado quatro trimestres seguidos de queda. No que se refere ao setor externo, tanto as Exportações quanto as Importações de Bens e Serviços se expandiram: 4,5% e 8,1%, respectivamente.

 

Em relação ao 4º trimestre de 2011, Serviços cresceram 2,2%

 

Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 1,4% no quarto trimestre de 2012. Dentre as atividades que contribuem para a geração do Valor Adicionado, a Agropecuária apresentou queda de 7,5% neste trimestre em relação a igual período de 2011.

Os produtos agrícolas cujas safras são significativas no 4º trimestre e que registraram variação negativa na estimativa de produção anual de 2012 foram: trigo (-23,3%), fumo (-15,6%), cana (-5,6%), laranja (-4,3%) e mandioca (-4,0%), segundo o LSPA/IBGE, divulgado em janeiro de 2013.

A Indústria, que havia registrado queda nos dois trimestres anteriores, manteve-se praticamente estável no último trimestre de 2012 (0,1%). Isso se explica pelos recuos do valor adicionado da Extrativa mineral (-1,9%) e da Indústria de transformação (-0,5%). No que se refere a esta última, o resultado foi influenciado pela redução da produção de máquinas e equipamentos; máquinas para escritório e equipamentos de informática; materiais eletrônicos e equipamentos de comunicações; veículos automotores; metalurgia básica; e artigos do vestuário e acessórios. Já na atividade Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana houve crescimento de 4,1%, enquanto a Construção civil apresentou variação negativa de 0,2%.

O valor adicionado de Serviços cresceu 2,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Todas as atividades que o compõem aumentaram, com destaque para Outros serviços (3,8%), Serviços de informação (2,8%) e Administração, saúde e educação pública (2,5%). Transporte, armazenagem e correio teve expansão de 2,0%, seguida pelas atividades Serviços imobiliários e aluguel (1,3%), Comércio (1,1%) e Intermediação financeira e seguros (1,0%).

Dentre os componentes da demanda interna, a despesa de consumo das famílias apresentou crescimento de 3,9%, sendo esta a 37ª variação positiva consecutiva nessa base de comparação.

A formação bruta de capital fixo registrou redução de 4,5% em relação a igual período do ano anterior, puxada pela queda da produção interna de máquinas e equipamentos.

A despesa de consumo da administração pública, por sua vez, cresceu 3,1% na comparação com o mesmo período de 2011. Pelo lado da demanda externa, tanto as exportações (2,1%) quanto as importações de bens e serviços (0,4%) apresentaram aumento.

No ano, PIB cresceu 0,9% e PIB per capita se manteve estável em 0,1%

O PIB no ano de 2012 acumulou crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior. Já o PIB per capita alcançou R$ 22.402 (em valores correntes) em 2012, após ter se mantido praticamente estável (em termos reais) em relação ao ano anterior: variação positiva em volume de 0,1%.

 

 

 

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A expansão do PIB resultou do aumento de 0,8% do Valor Adicionado a preços básicos e do crescimento de 1,6% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação refletiu o desempenho das três atividades que o compõem:

Agropecuária (-2,3%), Indústria (-0,8%) e Serviços (1,7%).

A redução em volume do Valor Adicionado da Agropecuária no ano de 2012 (-2,3%) decorreu do fraco desempenho da pecuária e, principalmente, do fato de que várias culturas importantes da lavoura brasileira apresentaram queda de produção anual e perda de produtividade (com exceção do milho e do café, que registraram crescimento anual de produção de 27,0% e 15,2%, respectivamente).

Na Indústria, o destaque foi o crescimento da atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (3,6%) e da Construção civil (1,4%). O desempenho de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana foi puxado pelo consumo residencial e comercial de energia elétrica.

Já nos Serviços, os destaques positivos foram Serviços de informação (2,9%), Administração, saúde e educação pública (2,8%) e Outros serviços (1,8%). A atividade de Serviços imobiliários e aluguel apresentou crescimento de 1,3%, seguida por Comércio (1,0%), Transporte, armazenagem e correio (0,5%) e Intermediação financeira e seguros (0,5%).

Ao longo de todo o ano de 2012, o crescimento da massa real de salários, ao lado da expansão do crédito ao consumo, sustentou o crescimento das vendas no comércio varejista de bens em ritmo superior ao da produção industrial.

Na análise da demanda, a despesa de consumo das famílias cresceu 3,1%, sendo este o nono ano consecutivo de crescimento deste componente. Tal comportamento foi favorecido pela elevação de 6,7% da massa salarial dos trabalhadores, em termos reais, e pelo acréscimo, em termos nominais, de 14,0% do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas. A despesa do consumo da administração pública aumentou 3,2%.

A formação bruta de capital fixo, por sua vez, apresentou queda de 4,0% em 2012 – puxada pelo recuo da produção interna de máquinas e equipamentos.

No âmbito do setor externo, tanto as exportações quanto as importações de bens e serviços tiveram variações positivas: de 0,5% e 0,2%, respectivamente. A desvalorização cambial ajuda a explicar o maior crescimento relativo das exportações: entre 2011 e 2012, a taxa de câmbio (medida pela média trimestral das taxas de câmbio R$/US$ de compra e venda) variou de 1,67 para 1,95.

 

Taxas de investimento e de poupança em 2012 foram inferiores ao observado em 2011

 

A taxa de investimento no ano de 2012 foi de 18,1% do PIB, inferior à taxa referente ao ano anterior (19,3%). A taxa de poupança foi de 14,8% em 2012 (ante 17,2% no ano anterior).

 

 

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MC FOI O PRIMEIRO VEÍCULO NACIONAL A DIVULGAR O VALOR DO PIB CORRETO DO BRASIL DE 2012 ]

 

MercadoComum em sua edição 233 de janeiro/fevereiro –páginas 99 e 100, na matéria intitulada “Brasil volta ao 7º lugar do ranking das maiores economias”, acertou em 99,65% o valor do PIB-Produto Interno Bruto brasileiro de 2012 em dólar norte-americano, tornando-se assim, o primeiro veículo de comunicação nacional a divulgálo, o que ocorreu com mais de um mês de antecedência do anúncio oficial feito pelo IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ocorrido em 1º de março. O valor divulgado por MC foi de US$ 2,260 trilhões – bastante próximo dos US$ 2,252 bilhões considerados efetivos.

E de outro lado, também acertou, de forma pioneira, que a economia brasileira perderia para o Reino Unido a posição de 6º lugar no ranking internacional, o que de fato ora se confirma.

 

PIB DE MINAS GERAIS: DÚVIDAS E INCERTEZAS

 

Como tem sido bastante usual nos últimos anos, também em 7 de março último a imprensa mineira estampou nas suas primeiras páginas, com grande estardalhaço e destaque, que o PIB-Produto Interno Bruto de Minas Gerais cresceu, em 2012, 2,3% e, portanto, muito acima da média brasileira de 0,9% divulgada pelo IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1º de março. No dia anterior, o CEI-Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro, instituição pertencente ao governo mineiro, já havia divulgado os números relativos ao desempenho da economia mineira para aquele período, o que embasou as reportagens feitas.

Cabe salientar que nos últimos anos o nível de acerto das estatísticas, entre a divulgação dos dados para a imprensa e os oficiais divulgados pelo IBGE tem sido relativamente baixo. Assim, por exemplo, para o PIB de 2009 o anúncio feito era de um declínio de 3,1% -quando o oficial ficou em -4,0%. No ano seguinte, a expansão anunciada foi de 10,9% – quando a real era de 8,9%. Em 2011, a divulgação inicial mostrava um rigoroso “empate técnico” de 2,7% no crescimento do PIB mineiro com o brasileiro, enquanto revisões recentes das estatísticas já se posicionam com um novo número – 0,2% menor para o PIB estadual.

Nesse sentido, consideramos oportuno reproduzir observações feitas no Informativo/CEI – PIB IV Trimestre 2012 – MG, feitas pelo próprio CEI-FJP em 6.3:

• “As estatísticas apresentadas são preliminares”;

• “O PIB trimestral de Minas Gerais é calculado pela Fundação João Pinheiro com metodologia própria, desenvolvida segundo as recomendações adotadas pelo IBGE nas Contas Nacionais e Regionais do Brasil”;

• “Estes cálculos são sempre e normalmente revistos, em trabalho conjunto com o IBGE, com dois ajustes principais: 1) a estrutura de ponderação das atividades econômicas no valor adicionado da economia do Estado é atualizada; 2) projeções ou valores preliminares nas séries de dados primários utilizados no cômputo do PIB trimestral são substituídos por valores consolidados”;

• “Os procedimentos de revisão são semelhantes aos adotados pelo IBGE no que diz respeito às Contas Nacionais Trimestrais, e os resultados definitivos usualmente divulgados com uma defasagem de dois anos.

 

Em razão do exposto, a equipe técnica de MercadoComum decidiu considerar a taxa de expansão de 0,90%, (mesmo índice apurado pelo IBGE para a economia brasileira) para efeito de divulgação do PIB de Minas Gerais relativo ao ano de 2012. Isso persistirá enquanto um novo número não for anunciado pelo IBGE ou, até mesmo, que seja por ele confirmado aquele já divulgado pelo CEI/FJP.

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